Visibilidade Trans: O que precisa ser feito

bandeira transInfelizmente o Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis no mundo segundo dados da União Nacional LGBT e quando não, muitos jovens transgêneros são expulsos de casa sendo expostos à violência das ruas. Além disso, proibidos de frequentarem escolas, por terem sido abandonados ou por sofrerem bullying, 82% dos transexuais não concluem seus estudos de acordo com pesquisa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ficam sem oportunidades no mercado de trabalho, se tornando vulneráveis perante uma sociedade cada vez mais voraz.

Outro fator a ser considerado. Um estudo feito pelo Center for Talent Inovation ressaltou que 61% da população LGBT brasileira se vê obrigada a esconder sua orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente corporativo.

Uma lástima, não é? Mas como podemos melhorar as condições de trabalho para a população trans? Nos EUA, por exemplo, a Campanha de Direitos Humanos, fez em 2002, um índice de políticas, práticas e benefícios. Na altura apenas 5% das empresas consultadas tinham proteções contra discriminação e hoje 97% das empresas que participaram da pesquisa já possuem essas proteções.

No Brasil, mesmo lenta, existe a integração de transexuais no mundo corporativo. O site Transempregos, voltado para a inclusão de profissionais trans no mercado de trabalho é uma prova disso. Quando a plataforma foi criada, em 2014, apenas 12 companhias queriam usar seus serviços e hoje em dia o site já conta com 46 empresas num crescimento de quase 300%.

Segundo a revista Você S/A, multinacionais como a C&A, IBM, Atento, Procter&Gamble e Pernord Ricard são algumas das empresas que têm se preocupado com a inclusão de transexuais em seus quadros.

O RH precisa ter uma política inclusiva. Uma pessoa trans deve ter acesso a terapia de hormônios pelo plano de saúde da empresa porque elas não terão os mesmos benefícios que seus colegas cisgêneros. Como existe muito preconceito contra pessoas trans é fundamental colocar em prática uma política não-discriminatória e antiassédio porque só assim, transexuais podem ter benefícios iguais.

Outra prerrogativa importante da abertura dos negócios à diversidade, além de oferecer mais opções de recrutamento, está na imagem da empresa. Mesmo para quem não faça parte da comunidade trans poderá vislumbrar na política da organização, um local seguro e, sobretudo, acolhedor para se trabalhar.


Sérgio Tavares é blogueiro, publicitário, especialista em gestão de pessoas e atua como planner, redator e gestor de mídias sociais na André Luna Consultoria.

E-mail: sergio.tavares@andreluna.com
http://andreluna.com
81.3039-5898

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